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A força da lua também está na solidão, mas ninguém deve para sempre viver sozinho e quando a filha da Lua para casa não retornou houve uma noite sem estrelas. A lua, cansada, adormeceu por instantes no leito do rio e seu reflexo foi levado pela correnteza.

Quem guardou esta história no coração foi a própria Lua que continua até hoje contando o que viveu e o que aprendeu, e todos aqueles que ouvem sua história ficaram conhecidos como lunares.

 

 

 

Lunares

Nós contamos histórias desde o início dos tempos por que elas, as histórias, permanecem no coração mesmo que todo o resto se vá. E talvez daqui há muitos anos vocês ainda se lembrem dessa noite de lua cheia… e das história aqui dançadas.

Deusas, arquétipos femininos e forças da natureza sobem ao palco em uma explosão de talento, cores e energias. Acompanharemos a Lua que nos contará a história de uma de suas filhas e o tempo que ela passou na terra para conhecer as mulheres, suas vidas e seus costumes.

Da ancestralidade ao moderno, da espiritualidade à sensualidade, da juventude à vivência eterna. Fases de uma vida, fases da Lua, fases de ser, existir, pensar e dançar.

E assim, de coreografia em coreografia, assistimos nosso próprio reflexo impresso nas cores de quem representa essa dança da vida.

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80 bailarinas - 20 coreografias

e a própria Lua contando sua história no palco!

Assim é Lunares

Teatro Fernanda Montenegro
26 de agosto às 19h
Ingressos à venda no Estúdio Flor de Lótus

E para comemorar nosso espetáculo teremos o lançamento de um livro infantojuvenil baseado na história contada no palco!

Leia abaixo um trechinho!

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Era uma vez

 

 

Uma terra dividida pelas montanhas mais altas do mundo, de um lado estava o deserto de olhos ardentes e de outro escuras florestas. Ao lado da floresta havia um pequeno povoado de casas petrificadas pelo tempo. As pessoas que lá viviam estudavam as estrelas e plantavam a terra, eram cientistas e filósofos, artistas e bailarinas e eram também contadoras de histórias.

Lunara vivia no pequeno povoado e estava sempre com os olhos no céu admirando as estrelas. Para ela, as estrelas eram filhas do sol e da lua e ao cair da noite dançavam no céu formando as constelações. Para as outras pessoas, no entanto, as estrelas eram só estrelas.

Alguns anos passaram e a pequena Lunara cresceu, seus olhos também ficaram maiores mas isso não a fez enxergar melhor, ou mais longe.

De todas as pessoas no povoado ela foi a primeira a notar o mais estranho acontecimento de todos os tempos. Certa noite, enquanto observava o céu, sentada no telhado de casa, ela percebeu que a Lua chegou um tantinho menor, como se um gigante tivesse mordido um pedaço seu. Nas noites seguintes a mordida aumentava e a lua diminuía.

Os mais velhos do povoado disseram que a Lua estava com saudades da filha. Eles contaram histórias antigas, de um tempo esquecido. Diziam que as filhas da Lua estavam entre eles. Naquele tempo as filhas passavam alguns dias na terra, traziam presentes das estrelas e retornavam ao céu com muitas histórias para contar. Se a Lua surgia cada dia mais distante a única explicação seria uma filha perdida…

Leve para casa as aventuras de Lunara!

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#vemserlunares