• Sagrado Feminino

    Espaço para estudos e partilhas de assuntos ligados ao sagrado feminino, arquétipos das deusas, relações entre a essência feminina e o autoconhecimento. A proposta é que, refletindo sobre os aspectos poderosos destes símbolos femininos, façamos uma relação destas diversas formas de ser, agir e pensar com nossas vidas. Acolhendo esta diversidade podemos equilibrar nossos sentimentos, atitudes e poder amoroso.

Ártemis

Artemis
Individualidade

Sou quem eu sou
E sei quem sou
Posso cuidar de mim mesma em qualquer circunstância
E posso deixar os outros cuidarem de mim
Posso optar
Não existe autoridade mais elevada do que a minha
Meu poder de discernimento é finamente aguçado
Tenho autonomia
Estou livre da influência da opinião dos outros
Sou capaz de separar o que precisa de separação
Assim uma decisão lúcida pode ser alcançada
Penso por mim mesma
Ajusto a mira e aponto o arco
Minhas setas atingem sempre o alvo

Mitologia:

No mito grego Ártemis aparece como filha de Zeus e Leto, que tinha sido amaldiçoada por Hera para não poder parir em nenhum lugar onde os raios solares incidissem. Leto foi ajudada pela sua irmã Asteria, que se transformou em uma ilha mágica, Ortigia, que flutuava sob a superfície do oceano e livre da maldição. Ártemis nasceu com facilidade, mas como seu irmão gêmeo custava a nascer e sua mãe sofria dores terríveis. Então Ártemis ajudou a trazer Apollo ao mundo. Por isso é também conhecida como a Parteira Amorosa, “Aquela que trazia a luz”, sendo assim a protetora dos partos. Quando Ártemis era ainda criança, seu pai Zeus lhe ofereceu quaisquer presentes que ela quisesse. Ártemis pediu para jamais precisar casar, ter mais nomes do que seu irmão, mas ter arco e flechas como ele, poder usar sempre uma túnica curta para correr à vontade nos bosques, ter como companhia sessenta ninfas do oceano e trinta dos rios que cuidassem dos seus animais, reger a Lua e a luz, ter o domínio das montanhas e florestas e o direito de fazer sempre suas próprias escolhas.

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Iemanjá

Iemanjá

Venha com as suas preocupações, venha com os seus lamentos, venha quando a vida é alegre, venha quando a vida é difícil, venha quando assumir responsabilidades venha quando estiver esgotada, venha quando buscar renovação. Tudo o que pedirei quando você vier é que se entregue a mim, porque sou a mãe oceano, e assim como o mar, te ajudarei a contornar todos os obstáculos. O meu útero aquático espera para acolher você. Vou ajudá-la a nascer novamente e cuidar da tua transformação.

Sobre

Iemanjá é uma deusa do mar, das culturas africana, caribenha e brasileira. Originalmente conhecida como Ymoja, a mãe do rio, na cultura da África ocidental. Ela também é chamada Sereia do Mar, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Inaé, Mucunã, Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá, Dona Iemanjá, dependendo de cada região. A Iemanjá brasileira é resultado da miscigenação entre europeus, índios e africanos. Em algumas igrejas, Iemanja tem identidade correspondente a Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade e a Virgem Maria. 

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A deusa, a dança e o sagrado feminino

Sagrado feminino:

Existiu um tempo em que a mulher e todos os seus atributos, seus ciclos, sua força, seu poder criativo, seus conhecimentos e suas habilidades eram venerados, sagrados e respeitados por todos os seres. Os homens celebravam o poder da mulher de gerar, alimentar e cuidar, como o poder primordial na terra, relacionando ao plantio, a colheita e a sobrevivência de todos os seres. As celebrações da vida estavam diretamente ligadas à energia poderosa feminina na terra. Nossas ancestrais mulheres possuíam conhecimentos profundos sobre a terra, a família, as ervas e as medicinas naturais, através de sua intuição e experiência. Antigamente as mulheres honravam seus ciclos, comemoravam sua primeira menstruação, a entrada da menopausa e as colheitas da natureza. O sagrado feminino é acordar esses conhecimentos que moram na memória do nosso inconsciente, reconhecer e despertar nossa consciência divina, e atingir um encontro de devoção, com nós mesmas, e com a vida. Quando começamos a curar nosso individual conseguimos levar isso para o coletivo, para outras mulheres, e compartilhar nosso sagrado interno com o sagrado da outra.  

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Entrevista com Suzi Ribeiro para a Revista Viva Melhor edição maio/2017.

O papel da dança no empoderamento feminino

Eu o entendo como a busca da mulher por autoconhecimento, de se reconhecer como mulher, conhecer suas forças e fraquezas, assim como se aceitar e se amar. Acredito que uma mulher que se conheça, que se ame, consiga a coragem necessária para enfrentar todas as batalhas, seja buscando direitos iguais, lutando por melhores condições para as mulheres, ou até mesmo optando por uma vida dedicada ao lar e aos filhos. Essa visão de poder, da mulher saber que pode ser o que ela quiser, o que ela escolher, passa por conectar-se, primeiramente, a si mesma”, esclarece Suzi Ribeiro.

Clique no link para ler a matéria completa publicada na revista Viva Melhor.

O papel da dança no empoderamento feminino

empoderamento feminino

Suzi Ribeiro

Você sabe o que é Baladi?

baladi

Uma forma de ser? um estilo de dança?
Uma palavra com tantos significados e tão rica em nuances. Baladi (Arabic: بلدى baladī; Adjetivo relativo de “ cidade, local, rural, comparado ao termo folclórico com um toque de classe baixa, existe esta conotação ligada a palavra. Também pode se referir a um estilo musical, o estilo folclórico da dança egípcia ( Raqs Baladi) ou o ritmo Masmoudi Sohaiar, que é frequentemente usado em música baladi, muitas vezes podemos encontrar em Ingles o termo Beledi.
Em Árabe, a palavra baladi não se aplica apenas a música e a dança mas também pode se aplicar a muitas outras coisas, que são consideradas nativas, rurais, rusticas ou tradicionais, como por exemplo “ aesh baladi “ pão baladi. Também pode aparecer para muitos tipos de comida e a maioria das frutas e vegetais.

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Suzi Ribeiro

Me apaixonei pela dança há doze anos e devido a necessidades financeiras e familiares administrei esta paixão em paralelo a colégio, graduação e atuação profissional em Economia. Durante alguns anos estudei a dança e atuei fazendo shows e ministrando aulas apenas nos fins de semana e madrugadas. O sonho de fazer desta arte meu trabalho, especialmente como professora, tomou conta da minha vida e então tratei de buscar cursos que me preparassem melhor para esta atuação. Como não existia formação acadêmica para Dança Oriental em Curitiba e qualquer outra formação que contribuísse nesta atuação (ex. Artes Cênicas, Dança, Educação Física) era inviável para minha vida financeira, mesmo não querendo tive que seguir a carreira administrativa e continuar os estudos da dança em paralelo. Caminho aparentemente difícil mas que, futuramente, mostrou-me a verdade de dois ditos populares: “Deus escreve certo por linhas tortas” e “Seus pais fazem isto pelo seu bem”. Pois a carreira corporativa durante cinco anos ensinou-me a planejar, administrar e traçar um caminho para realização do sonho…

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