• Sagrado Feminino

    Espaço para estudos e partilhas de assuntos ligados ao sagrado feminino, arquétipos das deusas, relações entre a essência feminina e o autoconhecimento. A proposta é que, refletindo sobre os aspectos poderosos destes símbolos femininos, façamos uma relação destas diversas formas de ser, agir e pensar com nossas vidas. Acolhendo esta diversidade podemos equilibrar nossos sentimentos, atitudes e poder amoroso.

Encontro 5 – Deusa Sophia

“No círculo sagrado, as mulheres criam um espaço seguro para se conectarem aos profundos mistérios da espiritualidade feminina”. Mirella Faur

ENCONTRO 5
1 de junho de 2018
Partilha e reflexão individual sobre cada deusa que tiramos no oráculo.

Abertura do círculo:
Dança em círculo, com passos egípcios e gregos. Música Pharaon, Gipsy Kings: https://youtu.be/z86G_mAewms

Obrigada Deus em sua totalidade de energias feminina e masculina, pela presença de todas nós aqui, pela nossa saúde e pela oportunidade de mais um encontro. Que a energia poderosa da mãe terra, das nossas ancestrais e da sabedoria feminina se fortaleça em nós através de mais este encontro. Que possamos sair daqui mais fortes, amorosas, mais conhecedoras e mais próximas de nós mesmas e de nossa alma. Sinto muito, me perdoe, sou grata, eu te amo.

Partilhas:
No nosso último encontro tirei a carta Sophia. Foi muito providente para o momento que estou vivendo. Um tempo de dúvidas, despertar e reconhecimento dos desejos da minha alma. Desde quando comecei a me aprofundar na espiritualidade feminina senti muita melhora em várias esferas da minha vida, e sinto grande vontade de partilhar os aprendizados com outras mulheres, para que elas também tenham a oportunidade de experimentar a cura emocional a partir do auto conhecimento. Mas às vezes meu racional me impede, deixando medos e julgamentos internos dificultarem a minha total entrega a vontade, que vem da alma, e a intuição. Assim, muitas vezes me encontro em conflito entre a minha verdadeira sabedoria intuitiva, meu feminino selvagem, e o meu racional masculino e controlador… A carta Sophia veio me dizer para confiar na minha verdadeira sabedoria e me entregar a ela, a divindade feminina que existe dentro de cada um de nós.

Sofia – SABEDORIA
(livro Oráculo da Deusa)
Desde o momento que você começa a viver, tudo que você experimenta se tornará sabedoria. Os dedos queimados para descobrir que o fogo queima. Os fracassos quando seu desejo é maior que sua compreensão. As explorações de territórios conhecidos e desconhecidos. Procure saber através da experiência e você será Eu, Sofia, a Sabedoria. O Feminino busca a sabedoria. O Feminino faz parte de todas as pessoas. Todas as mulheres são a Deusa. Todas as mulheres são sabedoria. Todas as mulheres são Sofia…

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Ártemis 2

Encontro 4 (4/5/2018)

“No círculo sagrado, as mulheres criam um espaço seguro e protegido para se conectarem aos profundos mistérios da espiritualidade feminina”. Mirella Faur.

Explicação de alguns elementos que compõem nosso círculo:

Incenso Nag Champa: feito com aroma da flor champa (flor sagrada cultivada na Índia) e sândalo. Age no humor, contra o stress, calmante, facilita a concentração em meditações.

Óleo de Jasmim e Sândalo: O sândalo estimula a meditação, a intuição e a conexão com nossa alma. O jasmim auxilia no reequilíbrio das emoções e da energia vital, além de ser afrodisíaco.

Circulo: Nesta formação não existe hierarquia, todos são iguais, a energia fica livre para circular e cria-se uma força espiritual a partir da soma de energias coletivas (mentais e emocionais, uma Egrégora Energética.

 

Dança Dabke:

Dabke de roda, para ancorar a energia e integrar o grupo. Música Dag Al Mani:
https://www.youtube.com/watch?v=VN8g8q3awtA

“Eu te amei, um fogo ardente em meu coração… Todas as pessoas dormiam e eu ainda estava acordado… Ela usava a calça mais bonita, e eu a amo como um louco… Seus olhos são como olhos de gazela… Cada vez que você é carinhosa comigo meu coração, eu começo a ver colocynth (uma planta amarga) como mawasalwa (um doce árabe)”

 

Partilha:

A relação da repressão, privação e julgamento que sofremos dentro de nossa cultura, da família, da religião, da sociedade, das pessoas que amamos, e principalmente de nós mesmas, com a falta de liberdade da mulher. Esta falta de liberdade como resultado de repressão ou de uma necessidade de agradar o outro causa o afastamento da nossa natureza essencial, do nosso instinto selvagem (Artemis), e da nossa alma. A falta de conhecimento do que realmente desejamos independente do que os outros esperam de nós, pode gerar doenças físicas, como resultado da somatização da sensação de culpa, desvalorização, julgamento e cobrança excessiva da perfeição de si mesma. Alguns estudos falam sobre cistos no ovário, por exemplo, estarem ligados a repressão da energia criativa da mulher; problemas na garganta estarem ligados a questões guardadas que não conseguimos falar, etc… Questões músculo esqueléticas estarem ligadas a uma expansão no físico x uma repressão no emocional (culpa e medo).  Para liberarmos nosso eu natural e selvagem e, como Artemis, ser o que é, sem se preocupar com opiniões alheias, não basta apenas fazer. É necessário não se culpar por nossas próprias escolhas. É necessário que a busca pela liberdade e por nós mesmas não nos machuque. Se você segue uma escolha, mas se sente julgada, ainda está presa a algo e isso pode gerar uma auto rejeição, desaprovação de si mesma e doenças.

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Ártemis

Artemis
Individualidade

Sou quem eu sou
E sei quem sou
Posso cuidar de mim mesma em qualquer circunstância
E posso deixar os outros cuidarem de mim
Posso optar
Não existe autoridade mais elevada do que a minha
Meu poder de discernimento é finamente aguçado
Tenho autonomia
Estou livre da influência da opinião dos outros
Sou capaz de separar o que precisa de separação
Assim uma decisão lúcida pode ser alcançada
Penso por mim mesma
Ajusto a mira e aponto o arco
Minhas setas atingem sempre o alvo

Mitologia:

No mito grego Ártemis aparece como filha de Zeus e Leto, que tinha sido amaldiçoada por Hera para não poder parir em nenhum lugar onde os raios solares incidissem. Leto foi ajudada pela sua irmã Asteria, que se transformou em uma ilha mágica, Ortigia, que flutuava sob a superfície do oceano e livre da maldição. Ártemis nasceu com facilidade, mas como seu irmão gêmeo custava a nascer e sua mãe sofria dores terríveis. Então Ártemis ajudou a trazer Apollo ao mundo. Por isso é também conhecida como a Parteira Amorosa, “Aquela que trazia a luz”, sendo assim a protetora dos partos. Quando Ártemis era ainda criança, seu pai Zeus lhe ofereceu quaisquer presentes que ela quisesse. Ártemis pediu para jamais precisar casar, ter mais nomes do que seu irmão, mas ter arco e flechas como ele, poder usar sempre uma túnica curta para correr à vontade nos bosques, ter como companhia sessenta ninfas do oceano e trinta dos rios que cuidassem dos seus animais, reger a Lua e a luz, ter o domínio das montanhas e florestas e o direito de fazer sempre suas próprias escolhas.

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Iemanjá

Iemanjá

Venha com as suas preocupações, venha com os seus lamentos, venha quando a vida é alegre, venha quando a vida é difícil, venha quando assumir responsabilidades venha quando estiver esgotada, venha quando buscar renovação. Tudo o que pedirei quando você vier é que se entregue a mim, porque sou a mãe oceano, e assim como o mar, te ajudarei a contornar todos os obstáculos. O meu útero aquático espera para acolher você. Vou ajudá-la a nascer novamente e cuidar da tua transformação.

Sobre

Iemanjá é uma deusa do mar, das culturas africana, caribenha e brasileira. Originalmente conhecida como Ymoja, a mãe do rio, na cultura da África ocidental. Ela também é chamada Sereia do Mar, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Inaé, Mucunã, Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá, Dona Iemanjá, dependendo de cada região. A Iemanjá brasileira é resultado da miscigenação entre europeus, índios e africanos. Em algumas igrejas, Iemanja tem identidade correspondente a Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade e a Virgem Maria. 

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A deusa, a dança e o sagrado feminino

Sagrado feminino:

Existiu um tempo em que a mulher e todos os seus atributos, seus ciclos, sua força, seu poder criativo, seus conhecimentos e suas habilidades eram venerados, sagrados e respeitados por todos os seres. Os homens celebravam o poder da mulher de gerar, alimentar e cuidar, como o poder primordial na terra, relacionando ao plantio, a colheita e a sobrevivência de todos os seres. As celebrações da vida estavam diretamente ligadas à energia poderosa feminina na terra. Nossas ancestrais mulheres possuíam conhecimentos profundos sobre a terra, a família, as ervas e as medicinas naturais, através de sua intuição e experiência. Antigamente as mulheres honravam seus ciclos, comemoravam sua primeira menstruação, a entrada da menopausa e as colheitas da natureza. O sagrado feminino é acordar esses conhecimentos que moram na memória do nosso inconsciente, reconhecer e despertar nossa consciência divina, e atingir um encontro de devoção, com nós mesmas, e com a vida. Quando começamos a curar nosso individual conseguimos levar isso para o coletivo, para outras mulheres, e compartilhar nosso sagrado interno com o sagrado da outra.  

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Entrevista com Suzi Ribeiro para a Revista Viva Melhor edição maio/2017.

O papel da dança no empoderamento feminino

Eu o entendo como a busca da mulher por autoconhecimento, de se reconhecer como mulher, conhecer suas forças e fraquezas, assim como se aceitar e se amar. Acredito que uma mulher que se conheça, que se ame, consiga a coragem necessária para enfrentar todas as batalhas, seja buscando direitos iguais, lutando por melhores condições para as mulheres, ou até mesmo optando por uma vida dedicada ao lar e aos filhos. Essa visão de poder, da mulher saber que pode ser o que ela quiser, o que ela escolher, passa por conectar-se, primeiramente, a si mesma”, esclarece Suzi Ribeiro.

Clique no link para ler a matéria completa publicada na revista Viva Melhor.

O papel da dança no empoderamento feminino

empoderamento feminino

Suzi Ribeiro

Você sabe o que é Baladi?

baladi

Uma forma de ser? um estilo de dança?
Uma palavra com tantos significados e tão rica em nuances. Baladi (Arabic: بلدى baladī; Adjetivo relativo de “ cidade, local, rural, comparado ao termo folclórico com um toque de classe baixa, existe esta conotação ligada a palavra. Também pode se referir a um estilo musical, o estilo folclórico da dança egípcia ( Raqs Baladi) ou o ritmo Masmoudi Sohaiar, que é frequentemente usado em música baladi, muitas vezes podemos encontrar em Ingles o termo Beledi.
Em Árabe, a palavra baladi não se aplica apenas a música e a dança mas também pode se aplicar a muitas outras coisas, que são consideradas nativas, rurais, rusticas ou tradicionais, como por exemplo “ aesh baladi “ pão baladi. Também pode aparecer para muitos tipos de comida e a maioria das frutas e vegetais.

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Suzi Ribeiro

Me apaixonei pela dança há doze anos e devido a necessidades financeiras e familiares administrei esta paixão em paralelo a colégio, graduação e atuação profissional em Economia. Durante alguns anos estudei a dança e atuei fazendo shows e ministrando aulas apenas nos fins de semana e madrugadas. O sonho de fazer desta arte meu trabalho, especialmente como professora, tomou conta da minha vida e então tratei de buscar cursos que me preparassem melhor para esta atuação. Como não existia formação acadêmica para Dança Oriental em Curitiba e qualquer outra formação que contribuísse nesta atuação (ex. Artes Cênicas, Dança, Educação Física) era inviável para minha vida financeira, mesmo não querendo tive que seguir a carreira administrativa e continuar os estudos da dança em paralelo. Caminho aparentemente difícil mas que, futuramente, mostrou-me a verdade de dois ditos populares: “Deus escreve certo por linhas tortas” e “Seus pais fazem isto pelo seu bem”. Pois a carreira corporativa durante cinco anos ensinou-me a planejar, administrar e traçar um caminho para realização do sonho…

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