Sobre o processo de cura das nossas deusas

Tenho um rabisco de intenção do início de 2018: “fazer um círculo do sagrado feminino para ver se o trabalho com arquétipos das deusas ajuda mulheres”… Doze meses depois, em dezembro de 2018 tivemos o nosso ultimo circulo do ano, com integrantes assíduas relatando as transformações emocionais que tiveram em nossos encontros. Cada deusa (como nos chamamos carinhosamente) descreveu o arquétipo da deusa mitológica que foi mais especial para si, as características femininas que as fizeram refletir e obter mudanças em suas vidas, e como os encontros têm as fortalecido em energia, conhecimento e intuição.

As partilhas deixaram claro para mim o quanto nossos encontros para partilhar nossas emoções, praticar rituais e dançar têm nos conectado e fortalecido nossa espiritualidade e energia feminina, e despertado nossa deusa interior. Em meio a tantos relatos sensíveis do nosso grupo, escolhi um em especial para deixar registrado aqui o encerramento do nosso ano de 2018, com a certeza de que virão muitos outros, com o ingresso mais e mais mulheres.

Com autorização para compartilhar seu texto, a deusa Silvia descreve de forma profunda e objetiva a relação que teve com as deusas e práticas abordadas nos nossos encontros do sagrado feminino. Manifesta a evolução emocional que teve, e hoje contribui muito em nossos encontros com suas sabias palavras, doando, recebendo e ajudando outras mulheres.

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O reencontro com o Feminino Sagrado

O curso de especialização “O Sagrado Feminino”, que iniciei em 2017 na faculdade Espírita, está chegando ao fim e, para celebrar este fechamento de ciclo, tivemos o nosso “Sabbat” de encerramento dia 13/10/18. Sabbats são reuniões de celebração da vida e da natureza, onde as pessoas festejam, dançam, cantam e compartilham. Foi uma linda cerimônia de consagração como sacerdotisas da Deusa, Energia Primordial Feminina, Mãe Terra, o divino feminino que existe em tudo, e que tem como propósito os atos de amar, gerar, nutrir, acolher, integrar, respeitar e curar. Assim como uma mãe amorosa.

Sempre senti uma forte atração pelos saberes do universo feminino. Quando criança, gostava de estar em qualquer reunião de mulheres, na fila do leite, nos grupos de mães nos levando para escola, nas reuniões familiares, nas estórias dos livros e desenhos. Na adolescência, me interessei por assuntos místicos e artísticos em torno do feminino. Assim, não demorou muito para a Dança do Ventre, que é um grande símbolo dançante do feminino sagrado, me encontrar. Aos quinze anos fiz minha primeira aula, e aos dezoito já compartilhava o que sabia com grandes grupos de mulheres. Desde a primeira vez que dei a primeira aula, há quase 20 anos, nunca mais parei. Nessa jornada descobri o propósito da minha alma e me tornei consciente do quanto desejo proporcionar felicidade para as mulheres através da dança. Com o passar dos anos a certeza de que dançar, ensinar, e valorizar a sensualidade que habita cada mulher é algo forte, divino e libertador foi ficando mais clara. Segui praticando, estudando e trabalhando com danças femininas de diversas formas durante esses anos, lidando com pré-conceitos e julgamentos, sempre com uma forte vontade de ajudar na cura emocional das mulheres, ou simplesmente fazê-las se sentirem bem. 

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Sob efeito da lua

Sob efeito da lua

Muito se diz sobre os efeitos da lua nas pessoas, especialmente nas passagens de ciclos. Antes de tudo é preciso deixar claro que nossa consciência interior é muito mais forte, intensa e sábia do que efetivamente pensamos, sendo assim, desde a antiguidade homens e mulheres buscam formas de ritualizar os acontecimentos da natureza para potencializar os efeitos dessa consciência, também conhecida como essência divina.

Encerramentos de ciclos são bons momentos para realizar a análise do que deve ser deixado para trás e do que se espera concretizar. Por um feliz encontro, no fim do ano de 2018 (pelo calendário gregoriano) a lua visível do hemisfério sul era a minguante, que também simboliza encerramento ciclos. Tudo propício para unir o simbolismo da passagem de ano com o simbolismo do ciclo lunar.

Por outro lado, é preciso amadurecer certos pensamentos e abandonar velhos conceitos de que a lua minguante “tudo mingua”. Quem acredita que a beleza da espiritualidade coloca armadilhas como essa ao nosso redor precisa olhar para cima e não para a poeira dos dogmas e tradições que já tiveram seu tempo. Acreditar em tais crenças não vai minguar sua vida, mas certamente atrapalhará o desenvolvimento, o autoconhecimento e a busca pelo divino que existe dentro de cada ser.

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