• Roda de práticas do sagrado feminino

    Círculo das Deusas

    O despertar da deusa interior através de estudos e reflexões dos arquétipos femininos. Círculo de partilhas, vivências e dança entre mulheres para fortalecer a energia feminina e auxiliar processos terapêuticos. Através da experiência com as deusas e a espiritualidade feminina podemos reconhecer nosso poder interior e fortalecer nosso amor, nossa vida e nossas relações.

Círculo das Deusas.
Roda de práticas do sagrado feminino

Facilitadora

Suzi Ribeiro – professora de dança do ventre há 15 anos, diretora do estúdio flor de lótus danças femininas, palestrante sobre feminilidade e artes sensuais há 5 anos, produtora de eventos de danças femininas há 10 anos, pós graduada no sagrado feminino.

Encontros quinzenais das 18h30 às 21h30
41 995194455

O despertar da deusa interior através de estudos e reflexões dos arquétipos femininos. Círculo de partilhas, vivências e dança entre mulheres para fortalecer a energia feminina e auxiliar processos terapêuticos. Através da experiência com as deusas e a espiritualidade feminina podemos reconhecer nosso poder interior e fortalecer nosso amor, nossa vida e nossas relações.

Suzi Ribeiro

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Sobre o processo de cura das nossas deusas

Tenho um rabisco de intenção do início de 2018: “fazer um círculo do sagrado feminino para ver se o trabalho com arquétipos das deusas ajuda mulheres”… Doze meses depois, em dezembro de 2018 tivemos o nosso ultimo circulo do ano, com integrantes assíduas relatando as transformações emocionais que tiveram em nossos encontros. Cada deusa (como nos chamamos carinhosamente) descreveu o arquétipo da deusa mitológica que foi mais especial para si, as características femininas que as fizeram refletir e obter mudanças em suas vidas, e como os encontros têm as fortalecido em energia, conhecimento e intuição.

As partilhas deixaram claro para mim o quanto nossos encontros para partilhar nossas emoções, praticar rituais e dançar têm nos conectado e fortalecido nossa espiritualidade e energia feminina, e despertado nossa deusa interior. Em meio a tantos relatos sensíveis do nosso grupo, escolhi um em especial para deixar registrado aqui o encerramento do nosso ano de 2018, com a certeza de que virão muitos outros, com o ingresso mais e mais mulheres.

Com autorização para compartilhar seu texto, a deusa Silvia descreve de forma profunda e objetiva a relação que teve com as deusas e práticas abordadas nos nossos encontros do sagrado feminino. Manifesta a evolução emocional que teve, e hoje contribui muito em nossos encontros com suas sabias palavras, doando, recebendo e ajudando outras mulheres.

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O reencontro com o Feminino Sagrado

O curso de especialização “O Sagrado Feminino”, que iniciei em 2017 na faculdade Espírita, está chegando ao fim e, para celebrar este fechamento de ciclo, tivemos o nosso “Sabbat” de encerramento dia 13/10/18. Sabbats são reuniões de celebração da vida e da natureza, onde as pessoas festejam, dançam, cantam e compartilham. Foi uma linda cerimônia de consagração como sacerdotisas da Deusa, Energia Primordial Feminina, Mãe Terra, o divino feminino que existe em tudo, e que tem como propósito os atos de amar, gerar, nutrir, acolher, integrar, respeitar e curar. Assim como uma mãe amorosa.

Sempre senti uma forte atração pelos saberes do universo feminino. Quando criança, gostava de estar em qualquer reunião de mulheres, na fila do leite, nos grupos de mães nos levando para escola, nas reuniões familiares, nas estórias dos livros e desenhos. Na adolescência, me interessei por assuntos místicos e artísticos em torno do feminino. Assim, não demorou muito para a Dança do Ventre, que é um grande símbolo dançante do feminino sagrado, me encontrar. Aos quinze anos fiz minha primeira aula, e aos dezoito já compartilhava o que sabia com grandes grupos de mulheres. Desde a primeira vez que dei a primeira aula, há quase 20 anos, nunca mais parei. Nessa jornada descobri o propósito da minha alma e me tornei consciente do quanto desejo proporcionar felicidade para as mulheres através da dança. Com o passar dos anos a certeza de que dançar, ensinar, e valorizar a sensualidade que habita cada mulher é algo forte, divino e libertador foi ficando mais clara. Segui praticando, estudando e trabalhando com danças femininas de diversas formas durante esses anos, lidando com pré-conceitos e julgamentos, sempre com uma forte vontade de ajudar na cura emocional das mulheres, ou simplesmente fazê-las se sentirem bem. 

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Sob efeito da lua

Sob efeito da lua

Muito se diz sobre os efeitos da lua nas pessoas, especialmente nas passagens de ciclos. Antes de tudo é preciso deixar claro que nossa consciência interior é muito mais forte, intensa e sábia do que efetivamente pensamos, sendo assim, desde a antiguidade homens e mulheres buscam formas de ritualizar os acontecimentos da natureza para potencializar os efeitos dessa consciência, também conhecida como essência divina.

Encerramentos de ciclos são bons momentos para realizar a análise do que deve ser deixado para trás e do que se espera concretizar. Por um feliz encontro, no fim do ano de 2018 (pelo calendário gregoriano) a lua visível do hemisfério sul era a minguante, que também simboliza encerramento ciclos. Tudo propício para unir o simbolismo da passagem de ano com o simbolismo do ciclo lunar.

Por outro lado, é preciso amadurecer certos pensamentos e abandonar velhos conceitos de que a lua minguante “tudo mingua”. Quem acredita que a beleza da espiritualidade coloca armadilhas como essa ao nosso redor precisa olhar para cima e não para a poeira dos dogmas e tradições que já tiveram seu tempo. Acreditar em tais crenças não vai minguar sua vida, mas certamente atrapalhará o desenvolvimento, o autoconhecimento e a busca pelo divino que existe dentro de cada ser.

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Deusa Oxum, encontro 30.11.18

Em círculo, criamos lindos momentos trocando criatividade, inspiração, energia, e aprendendo a arte da solidariedade amorosa no trabalho grupal.

Abertura:
Meditação intuitiva ativando as energias e dança circular na energia de Oxum, com a música “Eu vi Mamãe Oxum na Cachoeira”.

Vivências:
Leitura, reflexão e discussão, meditação guiada, dança e arte terapia.

No encontro passado fizemos ótimas reflexões sobre os atributos de Oxum, e iniciamos uma jornada de vivências para trabalhar essa energia feminina da natureza, representante das águas doces, do constante movimento, da sensualidade, da fertilidade e da beleza feminina. No encontro de hoje nossa deusa Patrícia nos levou a uma viagem de escuta, sensações, sabores, movimentos, auto observação e arte terapia. Através da leitura do conto de Oxum na maravilhosa versão infantil de Kiusam de Oliveira, refletimos sobre os principais aspectos da deusa africana Oxum, que aparecem na história, e como eles conversam com cada uma de nós. Após as reflexões, Pati nos conduziu a uma meditação guiada onde buscamos canalizar os principais aspectos da deusa e nos entregar a nossa intuição para receber uma mensagem interior. Conectadas a energia que entramos na meditação, conduzimos as integrantes a uma dança livre e intuitiva com véus, deixando nossos corpos se movimentarem, fluindo, caminhando, girando, ondulando, em contato com os véus como se fossem rios, lagos, cachoeiras, águas doces nos banhando, nos embalando e nos tocando com essa energia amorosa. Então Pati nos conduziu a uma vivência com arte terapia onde pudemos expressar livremente o que sentimos, vimos e recebemos nas vivências. Foi um profundo processo de encontro com nossa essência.

Mitologias:

Para o círculo de hoje Patrícia usou o livro “Omo Obá, Histórias de Princesas”, de Kiusam de Oliveira e ilustração de Josias Marinho. E nos contou a seguinte história:

“… A princesa menina Oxum tinha conhecimentos que ninguém mais tinha: ela conseguia hipnotizar com a sua beleza quem ela quisesse. Suas cores preferidas eram amarelo-ouro e dourado. Oxum era uma princesa menina que encantava a todos com a sua beleza e com o seu perfume. Gostava de usar seu adê, sua coroa toda de ouro, tendo nas pontas ouro no formato de gotinhas de chuva. Era um encanto, um brilho só. Como princesinha Oxum era vaidosa! Andava o tempo todo com um espelho na mão esquerda, mas não se esquecia de sua adaga na mão direita. Ogum também era amiguinho de Oxum, mas por ela ele nutria um sentimento de bem-querer profundo e ele pensava: “Como eu gosto de Oxum”. O menino Ogum, mesmo criança, trabalhava muito e tinha a responsabilidade de construir objetos de ferro: utensílios e ferramentas agrícolas em geral. Ele era o melhor e nem homens adultos conseguiam fazer o que o menino Ogum conseguia. Mas, um dia, Ogum se cansou de tudo aquilo, parou de produzir tais objetos e decidiu a ir morar sozinho, no meio da floresta. Com o tempo, os objetos que só Ogum sabia fazer começaram a fazer falta na cidade e as pessoas já não tinham mais instrumentos para plantar e colher. Assim, todas as pessoas começaram a passar fome. Vários amigos de Ogum, menos Xangô, foram procurá-lo na floresta, mas foram expulsos de lá. Então, todos os homens daquela cidade se reuniram para discutir o que fariam com o menino Ogum. Oxum, muito atrevida, foi até lá e disse: – Senhores, eu quero ir à floresta tentar trazer meu amigo Ogum de volta para a cidade. Todos duvidaram do sucesso dela, mas resolveram deixá-la tentar. Oxum vestiu uma saia com lenços pendurados e perfumados que, com o vento, esvoaçavam. Tirou seu adê, sua coroa, soltou seus lindos cabelos negros e crespos e colocou os pés em contato com a terra. E assim, foi em direção ao sítio onde Ogum estava acampado. Quando a princesa Oxum avistou a cabana de Ogum, fingindo não ter visto nada, começou a dançar com a graça das águas calmas, delicada, suave, num  leve vaivém. Dos movimentos que seu corpinho de princesa fazia, um perfume delicioso exalava e este perfume chegou à cabana de Ogum. Que perfume delicioso é este? perguntou-se o menino Ogum. E saiu para ver de onde vinha o perfume. Eis que viu sua querida Oxum dançando lindamente com o vento. Mas Oxum fazia de conta que não estava vendo seu amigo Ogum. Conforme Oxum dançava para Ogum, que já estava escondido entre os arbustos, cada vez mais ela se aproximava dele. Quando Oxum estava bem pertinho dele, já hipnotizado por tanta graça e beleza, viu uma colméia de abelhas e disse: – Abelhas, abelhinhas. Derramem seu mel em minhas mãos para que eu possa adoçar o coração de um menino que precisa voltar para seus afazeres na cidade. As abelhas, encantadas com a beleza de Oxum e com a delicadeza com que havia feito o pedido, abriram uma fenda na colméia e o mel começou a escorrer nas mãos de Oxum. O mel brilhante como o ouro que escorria nas mãos de Oxum era passado na boca do menino Ogum, que estava adorando toda a doçura. Oxum cantava: – Tome o mel, meu amigo, mas venha para a cidade comigo. Ogum saboreava o mel, acompanhava a dança de Oxum e entre mel, perfume e dança, quando percebeu, já estava na cidade. Todos os amigos do menino Ogum, crianças e adultos, começaram a aplaudir o seu retorno; assim os utensílios voltariam a ser feitos e Ogum reassumiria suas funções de ferreiro. Ogum fez de conta que voltou por conta própria e disse: – Prometo nunca mais abandonar a cidade nem meu ofício de ferreiro. Agradeçam a Oxum, que me fez voltar para cá. E todas as pessoas que lá estavam gritaram: – Ora, iê, iê, princesinha Oxum.
Fonte: livro Omo Oba, Histórias de princesas, de Kiusam de Oliveira e ilustrações de Josias Marinho.

Arte terapia, por Patrísia Elias Pisani:

A Arteterapia é um método muito intenso de acesso ao inconsciente do ser humano por meio das imagens. É uma forma de autoconhecimento que explora leituras e interpretações da representação simbólica. Como terapia expressiva abrange todas as modalidades de uso de recursos artísticos: expressão plástica, dança, teatro, expressão poética, expressão corporal, contação de histórias, entre outros. Técnicas próprias da Arte propiciam que qualquer pessoa possa se encontrar em seu processo criativo, a fim de explorar e melhor compreender suas emoções, sentimentos e maneiras de agir. Neste caso, a Arte é utilizada como mediação criativa.

Susan Bello (1998, p. 11) apresenta uma proposta arteterapêutica que denominou Pintura Espontânea.  Para ela ”o Processo de Pintura Espontânea é um portal que nos capacita atingir uma dimensão potencial da mente não controlada pelo conhecimento racional”. Trata-se de uma experiência pautada no desejo de “expressar o universo consciente e mergulhar na imaginação”.

Quando discorre sobre o processo de Pintura Espontânea, BELLO (1998, p. 12) assinala que “o pintor recebe uma imagem ou inspiração e pinta sem saber”, assim como os pintores surrealistas. Trata-se de “um processo de autoconhecimento. A ênfase é dada em ser fiel a suas emoções e abaixar o nível mental, para pintar a mente inconsciente sem preocupação com julgamentos de certo e errado”.

A partir da proposta arteterapêutica de Susan Bello, desenvolvi o programa Pintura de Autoconhecimento, composto de 12 encontros e com duração de 60 horas. O objetivo do curso estava em possibilitar aos participantes um trabalho com foco nos desbloqueios emocionais, ajudando-os a reconhecer o que diz sua intuição, para torná-la possível de ser utilizada na vida cotidiana e na produção e tomada de decisões.

Entendo que a Arte nos possibilita o trabalho com a criatividade, a intuição, a expansão da consciência, o desenvolvimento da inteligência emocional, proporcionando um aprofundamento no autoconhecimento que nos permita mudar nossos sistemas de crenças e alcançar nossa meta transcendente de, a cada dia mais, assumirmos o compromisso com a nossa realização pessoal e consequentemente a felicidade.

*PATRÍCIA ADRIANE ELIAS PISANI: Arte-Terapeuta, Arte-Educadora e Artista Visual, com Especialização em Metodologia do Ensino da Arte, História da Arte, Meditação, Reiki e Programação Neurolingüística. Atualmente cursa mestrado em Tecnologia e Sociedade (UTFPR), com foco nos estudos sobre as representações das feminilidades e relações raciais. Vem desenvolvendo cursos, seminários e atendimentos com a finalidade de convidar as pessoas ao equilíbrio interior, à expansão de suas potencialidades e à concretização de suas metas. E-mail: paep75@yahoo.com.br

Protetora de mães e crianças, Oxum gosta de nutrir, alimentar, zelar, e fazer as pessoas se sentirem bem, felizes e satisfeitas. Vejo o nosso círculo exatamente desta forma, após muitos encontros, conexões e trocas de conhecimento, nasce um grupo unido de irmãs, mulheres, filhas da mesma mãe terra, em busca de fortalecer sua energia e espiritualidade femininas para ajudarem a si mesmas e aos outros, vibrando amor e gratidão.

Com amor, Suzi.

 

Deusa Oxum, encontro 16.11.18

Em círculo somos conduzidas por uma força maior, nos sentimos parte de um fluxo de energia poderosa e amorosa que faz as coisas acontecerem e promovem sutilmente a cura.

Abertura:
Meditação intuitiva ativando as energias.

Dança circular de conexão com a energia de Oxum, pensando em seus principais atributos, como fertilidade, sensualidade, autoconfiança, emoções e movimento relacionados às águas doces. Com a música “Eu vi Mamãe Oxum na Cachoeira

Partilhas:

Estamos tendo tantas partilhas do quanto os círculos têm feito bem para todas nós. Está claro o quanto as deusas apresentadas no oráculo para trabalharmos nos nossos círculos estão em harmonia com o desenvolvimento do nosso grupo. Pois a deusa de hoje, Oxum, representa a deusa das águas doces, do movimento constante, do poder criativo a partir da sensualidade, sexualidade e fertilidade.  “Um homem não pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando ele entrar novamente o rio não será mais o mesmo, e nem o homem”. Nos rituais que fizemos nos últimos encontros reconhecemos e entregamos nossas sombras trabalhando a energia de Hécate, depois desta limpeza trabalhamos a harmonia e prosperidade de Lakshimi, e agora é hora de movimentar nossa energia sexual e criativa, olhar para nossa beleza e poder interior, acolher nosso poder feminino e criar o que desejamos para receber a abundância das águas doces de oxum. A canalização de energia para a carta da deusa que trabalhamos agora, Oxum, foi muito especial, pois conversa com questões pessoais vividas atualmente por integrantes do nosso círculo sagrado. E neste mesmo dia, a conversa com meu parceiro sobre os aspectos desta deusa despertou nele um lindo processo criativo em que ele pintou uma grande tela de Oxum, para homenagear e abençoar nosso círculo. Os principais atributos de Oxum também se relacionam com o maior propósito do meu trabalho, que é auxiliar no empoderamento feminino através do reconhecimento, resgate e desenvolvimento da sensualidade e integração do corpo com a dança.

 

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Deusa Lakshmi, encontro 19.10.18

Encontro 19.10. 18

Nos círculos sagrados é possível presenciar a cura de profundas feridas da alma feminina. A alma encontra si mesma e o corpo desfruta menos stress e mais preservação.

Abertura

Energização de conexão com a Deusa e os elementos da natureza.

Meditação circular no sentido anti horário, mentalizando emoções e dificuldades que desejamos superar, transcender e deixar ir, com a música Espiral Meditação circular no sentido horário, mentalizando coisas boas que desejamos para nossa vida, em abundancia e prosperidade.

Ainda conectadas com a energia da deusa Lakshmi, trabalhamos seus aspectos de abundância, amor e prosperidade. É hora de escolher um caminho de evolução, expansão e prosperidade.

Partilhas

Tivemos amorosas partilhas do quanto os círculos têm feito bem para todas as nossas deusas. Uma deusa falou sobre o processo de dedicação e cuidados com seu pai, que está doente. Relatou que, mesmo com considerações desanimadoras da equipe médica ela levou seu pai para casa e demonstrou uma fé inspiradora na vida ao assumir a seguinte atitude em relação à situação: “vamos seguir porque temos todos os dias pela frente para viver”. Então, transformando sua vibração energética em fé, amor e disposição, também transformou o estado de saúde do seu pai, que conseguiu caminhar e ficou mais disposto nos dias seguintes. Também mencionou a importância positiva que o círculo, o ambiente do estúdio e a dança têm feito em sua vida.

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Deusa Lakshmi, encontro 28 9 18

Encontro 28.9.18

Reconhecendo, honrando e vivenciando a nossa própria divindade, a das outras mulheres e a da natureza, estamos reverenciando a Deusa, a sabedoria amorosa mais forte da Terra.

Abertura:
Dança em círculo: Vou Banindo
Vou banindo pela terra e ar. Vou banindo pelo fogo e mar. Vou banindo, vou banindo pra purificar. Vou banindo, vou banindo pra exterminar. Espiral, espiral, espiral. Sugue o que há de ruim, leve todo mal. Artista: Claudiney Prieto & Tradição Diânica Nemorensis.  

Energização intuitiva com cromoterapia e Chakras, conduzida por Gabi.

Partilhas:
No encontro passado ainda trabalhamos a deusa Hecate. Refletir sobre os atributos desta deusa, a sombra, a escuridão, o fogo, a escolha de caminhos nas encruzilhadas, está nos ajudando a acolher nossa própria sombra. Algumas deusas falaram sobre o fato de estarem olhando com mais clareza para seus problemas e já enxergarem a cura. Então me lembrei da partilha de uma deusa no encontro anterior, quando ela disse que vivenciar a própria sombra fez ela se sentir mais poderosa, porque saber a verdade sobre ela mesma a fez mais confiante. Também me lembrei da emocionante partilha de uma deusa que revisitou seu trauma de infância, re significou suas feridas e como encontrou sua cura na própria sombra.

Estamos olhando para nossas dores, mágoas, frustrações, padrões e crenças que prendem nossos sentimentos e comportamentos. Acolhendo, integrando e amando para transmutar essa energia. Fizemos um ritual lindo queimando simbolicamente tudo que desejamos deixar, para escolher um caminho de evolução, expansão e abundância. Sendo assim, nada melhor do que a estação que acabamos de entrar, a primavera, para nos lembrar o que buscamos: florescer, abertura, expansão, vida e fartura. Este florescimento muitas vezes chega após períodos de inverno, reclusão, paciência, poda, espera e amor. Afinal, nada floresce sem seu devido tempo e cuidado. Preparar a terra, semear, regar, nutrir, esperar, viver as tempestades, resistir, e então florescer. Assim é a vida. Temos nossos momentos de intuição, criatividade e vontade, estes são momentos de preparar a terra para a semeadura e o plantio, ações. Temos nossas relações e trocas energéticas, que são nossos momentos de nutrir, regar, dar e receber. Temos nossas tristezas, reclusões e invernos da alma. E, finalmente, após as tempestades, florescemos. Vivemos, morremos e renascemos, na constante vida cíclica da Terra.

Sendo assim, seguindo o caminho de sair da sombra e se abrir para abundância, não poderia ter caído deusa melhor para o dia de hoje: Lakshmi, deusa indiana da prosperidade, fartura e abundância. Impressionante sair esta deusa para o nosso círculo hoje, pois no encontro passado fechamos um ciclo de reflexão sobre Hecate, queimando as coisas que queremos tirar das nossas vidas, nos limpando e nos abrindo para a abundância. No encontro anterior também fizemos uma dança representativa da encruzilhada de Hecate, representando caminhos que queremos deixar e seguindo caminhos que queremos seguir, de expansão, amor e abundância. E hoje, o oráculo nos presenteia com o arquétipo da deusa da abundância. Esta é uma amorosa motivação para seguirmos em frente, não ficarmos presas nas nossas sombras e abrirmos nossos corações para a abundância que nos espera.

Lakshmi – ABUNDÂNCIA
(livro O Oráculo da Deusa, de Amy Sophia Marashinsky)

Eu sou o jorro abundante e eterno da fartura. O inesgotável. O que não tem fim. Da plenitude do meu ser eu ofereço todos os meus dons, com sensualidade e liberdade. Sou ilimitada, estou em toda parte e nunca deixarei de existir.

Mitologia: O culto a Lakshmi começou antes da invasão ariana da índia. Ela é considerada a força animadora ou Shakti de Vishnu, o Preservador. Seu animal sagrado é a vaca, símbolo da abundância e da plenitude. Ela aparece aqui com elefantes jorrando água, outro símbolo de sua vigorosa abundância. Embora seja descrita como flutuando no mar eterno do tempo, repousando sobre uma flor de lótus, os hindus dizem que os deuses agitaram violentamente o mar da criação do qual Lakshmi surgiu em todo o seu esplendor.

Significado da carta: Lakshmi aparece na sua vida para dizer que é hora de alimentar a totalidade reconhecendo e vivendo a abundância. A sua existência está definida e contida nos parâmetros da escassez, e não nos da abundância? Suas finanças se baseiam na consciência da pobreza e não na ilimitada abundância? Sua visão da vida é a de nunca ter o suficiente, e não a de ter tudo o de que precisa? Abra-se à abundância, à generosidade que existe no seu mundo. Lakshmi diz que a abundância é difícil de perceber quando a carência, a pobreza e a escassez dominam a consciência. Para você, o caminho da totalidade está em abrir se ao fluxo da abundância no universo e reconhecer a abundância na sua vida. Quando você se abre ao fluxo, torna-se parte dele e o atrai para si. Quando se conscientiza da abundância em sua vida em todas as suas formas, amizade, saúde, família, amor, beleza, talento, bom humor, etc., você poderá atraí-la conscientemente.

Vivência:
Relaxamento com música “Abrete Corazon”, de Claudia Stern.

Não existe abundância sem abertura. Não existe abertura sem perdão. Não existe intuição sem abertura. Não existe abertura sem o amor. Temos que acolher as lembranças tristes, olhar para elas com compaixão, e deixá-las ir. Meu coração está pronto para abrir-se para o novo, porque sou tudo, e posso viver a abundância da vida. Se abra meu coração, se abra meu coração.

No próximo encontro, ainda na energia de Lakshmi, faremos uma dança vivencial representando uma flor de lótus. Ela nasce, se abre e se expande. Deixamos nossa sombra e agora vamos em direção a luz. Pois a lótus aberta nada mais é do que a totalidade, a integração entre a luz e a sombra. Assim como a flor de lótus, embaixo estão nossas raízes, os emaranhados, os obstáculos, a sujeira que faz parte do ser. Mas quando conseguimos superar isso, gozamos da nossa luz e do nosso poder feminino, nos abrindo para a prosperidade da vida. Gratidão pelo dia de hoje deusas.

Com amor, Suzi.

Leitura musical, a arte d silenciar

Apreciar uma boa música, perceber quantas camadas ela apresenta, sentir a força de suas batidas e a poesia de sua melodia, e poder escolher como representar com meu corpo é sem dúvidas o q mais me atraí nas ricas música e dança árabes. E felizmente temos alunas interessadas em se aprofundar nestes estudos, q as tornam cada vez mais apaixonadas por esta arte.

Partilho aqui uma experiência com a aluna Tati, onde lemos apenas os floreios melódicos da música Ana fi Entezarak. O exercício consiste em movimentar o corpo apenas quando uma camada melódica mais baixa da música se apresenta, neste caso, a orquestra. Uma sutileza q as vezes se revela ao ouvido apenas através do movimento da bailarina. Se ela não lesse aquele instrumento escondido lá no fundo tvz nem perceberiamos a presença dele na canção. Créditos à linda Tati Machado. Dança do Ventre Flor de Lótus.

Encontro 14 9 18

Círculo das Deusas 14.9.18

Que em cada encontro, através de nossas trocas, possamos expandir nossas emoções, nossa consciência e nossa energia para contribuir para a cura e a transformação de outras mulheres, ou da própria Terra.

Aromas utilizados: O Incenso Nag Champa é feito com o aroma da flor Champa e do Sândalo. Tem o poder de agir positivamente no humor e facilitar a concentração em meditações. São plantas sagradas na índia, utilizadas em rituais religiosos e em medicinas naturais. Esta agradável mistura estimula a conexão com a alma e a intuição. O Capim limão têm propriedades analgésicas, ajuda a aliviar dores e tem efeito revitalizante.

 

Abertura:

Dança em círculo com a música Vou Banindo: Vou banindo pela Terra e Ar/ Vou banindo pelo Fogo e Mar/ Vou banindo, vou banindo pra purificar/ Vou banindo, vou banindo pra exterminar/ Espiral, Espiral, Espiral/ Sugue o que há de ruim/ Leve todo mal. Artista: Claudiney Prieto & Tradição Diânica Nemorensis.

Energização de abertura.

 

Partilhas:

No encontro passado trabalhamos a deusa Hécate, que representa as encruzilhadas, as escolhas, as portas que devem ser fechadas para que novas se abram, os caminhos que devem ser deixados para que novos sejam trilhados, e as coisas que devem ser queimadas para que transmutem em coisas novas e abundantes. Fizemos uma dança representativa meditando coisas que desejamos deixar e caminhos novos que desejamos trilhar.

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Deusa Hécate encontro 24 8 18

Encontro 24.8.18 – Deusa Hecate

O círculo é um símbolo universal de unidade e totalidade. Somos cíclicas como a natureza, por isso nos alinhamos facilmente aos acontecimentos dentro de um círculo. A nossa sabedoria milenar feminina encontra um lugar seguro para se manifestar.


Dança em círculo: Vou Banindo
Vou banindo pela Terra e Ar. Vou banindo pelo Fogo e Mar. Vou banindo, vou banindo pra purificar. Vou banindo, vou banindo pra exterminar. Espiral, Espiral, Espiral. Sugue o que há de ruim. Leve todo mal. Artista: Claudiney Prieto.

Apresentações e partilhas. No encontro passado trabalhamos a deusa Morgana, a Fada. Como é considerada uma deusa tríplice, detentora do conhecimento de todas as fases da vida, ela conhece todos os ritmos e veio nos dizer para sermos atentas ao nosso próprio ritmo de vida, se sabemos qual é o nosso próprio ritmo, se vivemos o ritmo de nossas vidas em função de outras coisas ou pessoas. Então a Pri conduziu uma vivência com dança livre e deixou algumas questões pra refletirmos.

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