Todas as cores de Lótus

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Tie Dance

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Você sabe o que é Baladi?

baladi

Uma forma de ser? um estilo de dança?
Uma palavra com tantos significados e tão rica em nuances. Baladi (Arabic: بلدى baladī; Adjetivo relativo de “ cidade, local, rural, comparado ao termo folclórico com um toque de classe baixa, existe esta conotação ligada a palavra. Também pode se referir a um estilo musical, o estilo folclórico da dança egípcia ( Raqs Baladi) ou o ritmo Masmoudi Sohaiar, que é frequentemente usado em música baladi, muitas vezes podemos encontrar em Ingles o termo Beledi.
Em Árabe, a palavra baladi não se aplica apenas a música e a dança mas também pode se aplicar a muitas outras coisas, que são consideradas nativas, rurais, rusticas ou tradicionais, como por exemplo “ aesh baladi “ pão baladi. Também pode aparecer para muitos tipos de comida e a maioria das frutas e vegetais.
Musica Baladi
A música baladi é um estilo folclórico urbano, que se desenvolveu a partir de estilos musicais egípcios tradicionais, no início do século vinte, quando um largo número de pessoas migrou para o Cairo vindo de áreas rurais. Os sons do acordeom e do saxofone são como um carimbo de legitimidade da música baladi – ambos são instrumentos ocidentais, que foram adotados pelos músicos egípcios e modificados para tocar as escalas musicais árabes. Baladi pode tomar a forma de canções tradicionais, muitas vezes com uma estrutura de estrofe e refrão, com exemplos populares que incluem “ Taht il Shibak” e “ Hassan ya Koulli”. Há também uma forma músical improvisada dentro do estilo baladi

Improvisação Baladi 
Esta é uma forma estruturada de improvisação musical, que envolve usualmente um percussionista e um solista de acordeom ou saxofone, podendo o instrumento melódico também ser Nai, ou Kannoun. Muitas vezes encontramos esta forma estrutural chamada pelo termo “ Taqsim Baladi “ ou “ Ashra Baladi” ou “Progressão Baladi”
Um taqsim Baladi consiste num numero distinto de seções dentro da estrutura musical. Cada parte tem uma estrutura tradicional, e a ordem das partes seções segue um padrão solto, mas que pode também não se apresentar da forma esperada. Há uma certa liberdade na construção e para um ocidental pode até mesmo parecer desorganizado, mas há um caminho a ser seguido.
Os músicos não incluem geralmente todas as possíveis partes, mas decidem por algumas delas para a estrutura da peça musical.
A maioria das improvisações serão iniciadas com um solo instrumental ( taqsim) por um instrumento primário. Seguindo este momento, há usualmente uma sequencia de perguntas e respostas, entre o instrumento e o percussionista, fluindo dentro de uma parte rítmica que é lenta usualmente.
Mais para frente, as sessões de pergunta e resposta são mais rápidas e uma parte rítmica mais dinâmica se apresenta. O meio da peça pode apresentar pedaços de canções populares, ou um trecho folclórico no estilo Saidi. A parte final é geralmente o “ TET” que tem um ritmo rápido , com acentos em staccato e fora do normal, ou em lugares inesperados.

Raqs Baladi ou Dança Baladi

Raqs Baladi e forma foclorica ou social do que conhecemos como dança do ventre. Ela é mais estacionária se comparada a Dança Oriental propriamente, que usamos para performances de entretenimento, com menor uso de braços, e o foco bem centrado nos movimentos do quadril. A dança Baladi, tem um sentimento mais “ pesado”, com a dançarina aparentemente relaxada e muito conectada ao chão. É apresentada com a música no mesmo estilo.
A roupa típica para as apresentações desta dança, é um longo vestido que cobre a barriga, podendo ser muito simples e tradicional ou ricamente adornado.Tradicionalmente , um vestido baladi nos lembraria da versão teatral da roupa tradicional egípcia. A versão mais comum traz um vestido que tem uma saia reta com aberturas laterais, longas mangas que podem terminar nos cotovelos e que tem uma gola parecida com uma camisa. Tecidos com listras, ou no padrão Assuit, são populares. Um lenço pode ser usado ao redor do quadril, e uma echarpe na cabeça também é um acessório comum. Uma performance baladi, pode incluir o uso de sagat ou snjus, e também pode acontecer da bailarina utilizar uma bengala, ou “ Assaya”.

Fifi Abdou, uma das lendas da dança Oriental Egipcia, do século vinte, é muitas vezes descrita com uma bailarina de estilo baladi.

Taheya Karioka usando um vestido em estilo Assuit e dançando Baladi.

Ritmo Baladi 

No Ocidente, o Masmoudi Soghaiar ou Pequeno Masmoudi, na música árabe é muitas vezes referido como “ baladi “ por ser comumente usado em música baladi. Isto é de alguma forma enganoso, pois há muitas outras formas rítmicas usadas no estilo baladi, incluindo os ritmos Maqsoum, Saidi e Falahi, e este ritmo também é encontrado em outros estilos de música.

A estrutura do ritmo tocada no derbak ou tabla é como descrita a seguir
1 & 2 & 3 & 4 &
D-D—T-D—T–
(Dum Dum … Tek Dum … Tek …)

As letras maiúsculas, representam acentos que são especialmente evidenciados. O Dum acontece na mão dominante, e no meio do Tabla, o tak pode ser tocado tanto pela mão dominante quanto pela outra, na borda da Tabla
O que deve ser talvez a versão mais comum do que se chama baladi, é o chamado corretamente Masmoudi Saghir, ou pequeno Masmoudi, pois ele é de fato o Ritmo Masmoudi contraído em um quaternário 4/4

 
O percussionista tem liberdade para preencher entre os acentos evidentes, como ele quiser, e usa os intervalos para isso.
1 & 2 & 3 & 4 &
D D tkT D tkT 
D D tkT D tkT tk

A segunda versão inclui um tk extra que faz a ponte para o início da próxima frase.

Vegetais e Frutas Baladi
Em alguns países árabes, nos mercados algumas frutas e vegetais são vendidos e anunciados como produtos “ baladi” incluindo, tudo que é nativo, natural, fresco, e de certa forma sofrendo uma produção artesanal, em detrimento de outros tipos de frutas e vegetais, que são produzidos de forma industrial e em larga escala, por exemplo.

Fonte : Wikipédia – artigo em Inglês
Traduzido por Luciana Hartenbach
Janeiro 2015

 

Nosso espaço foi projetado para proporcionar lazer, bem estar e qualidade de vida através da prática de danças, atividades terapêuticas e de aprimoramento corporal. Contamos com uma excelente equipe de professores e terapeutas em processo contínuo de reciclagem para a atualização de seus serviços.
Temos o objetivo de multiplicar conhecimentos entre público, clientes e parceiros de trabalho a fim de proporcionar benefícios físicos, emocionais e espirituais através da prática de nossas modalidades.
Nossos serviços são praticados baseados nos valores que consideramos fundamentais para nossa empresa no mercado: Respeito, Integração, Responsabilidade Social, Criatividade, Paixão e Aprimoramento Humano.
Além das aulas regulares de danças na escola e shows realizados em eventos, atuamos em Programas de Qualidade de Vida no Trabalho levando profissionais capacitados para a prática de atividades terapêuticas que promovam Bem Estar aos funcionários.

Suzi Ribeiro

Me apaixonei pela dança há doze anos e devido a necessidades financeiras e familiares administrei esta paixão em paralelo a colégio, graduação e atuação profissional em Economia. Durante alguns anos estudei a dança e atuei fazendo shows e ministrando aulas apenas nos fins de semana e madrugadas. O sonho de fazer desta arte meu trabalho, especialmente como professora, tomou conta da minha vida e então tratei de buscar cursos que me preparassem melhor para esta atuação. Como não existia formação acadêmica para Dança Oriental em Curitiba e qualquer outra formação que contribuísse nesta atuação (ex. Artes Cênicas, Dança, Educação Física) era inviável para minha vida financeira, mesmo não querendo tive que seguir a carreira administrativa e continuar os estudos da dança em paralelo. Caminho aparentemente difícil mas que, futuramente, mostrou-me a verdade de dois ditos populares: “Deus escreve certo por linhas tortas” e “Seus pais fazem isto pelo seu bem”. Pois a carreira corporativa durante cinco anos ensinou-me a planejar, administrar e traçar um caminho para realização do sonho…
Nunca desisti do sonho de ter minha escola de danças e me qualificar como profissional nesta área mas para realizar estes objetivos precisava de dinheiro e para ter dinheiro precisava trabalhar e para trabalhar precisava de faculdade mas para a faculdade também precisava do dinheiro… que loucura… então arrisquei me matricular no curso mais barato de nível superior apenas para eu conseguir um emprego e através de um caminho mais longo criar possibilidades para trabalhar com Dança futuramente… “imagina, daqui quantos anos vou conseguir dinheiro para abrir uma escola de dança? serão quatro anos pagando a faculdade e depois começar a juntar para o Estúdio”… pensava. Enquanto cursava faculdade, trabalhava como compradora em uma multinacional, ministrava aulas e continuava estudando a Dança do Ventre nos fins de semana, em seis anos eu e minha irmã Sheila Ribeiro (que sempre compartilhou deste sonho comigo) havíamos construído um grupo grupo de dança atuando em shows no Paraná e possuíamos expressivo número de alunas em Dança do Ventre. A partir daí, com a perseverança no sonho de ter uma escola de danças e o apoio de todas as nossas alunas, passamos a planejar e administrar este sonho até que em março de 2008 ele se concretizou e inauguramos o Flor de Lótus Estúdio de Danças Terapias e Artes que, além do sonho concretizado é uma empresa que reúne artistas maravilhosos que compartilham do mesmo amor e respeito pela arte.
Vindo de um contexto humilde de pouco conhecimento cultural artístico o objetivo de trabalhar com Dança entrou em conflito diversas vezes com família, religião e amores. Mas hoje, quando visualizo tudo que traçamos até chegar aqui percebo a seguinte realidade:
Família: O pai que era resistente a esta escolha talvez por medo do desconhecido hoje apóia, admira, contribui e compartilha de decisões da empresa feita de Dança;
Religião: Um trabalho que objetiva proporcionar prazer, satisfação e melhora de vida para as pessoas e ainda possibilita levarmos esperança e novas expectativas culturais para meninas carentes com certeza nos coloca mais próximas de Deus e promove nossa religação com o divino;
Amores: Trabalhar com a linguagem da alma nos faz instrumento do amor.
Sem a dança não estaríamos tão próximos da família, de Deus e do Amor quanto estamos hoje!
Moral da história:
Nunca Desista de Seus Sonhos